Abaetetuba (PA) sediou oficinas Obsma com foco em Doença de Chagas

Por Ariane Mondo - Ascom Obsma

O Pará recebeu pela primeira vez as atividades da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) de 04 a 06 de novembro de 2015. A equipe da Olimpíada e alguns convidados estiveram em Abaetetuba, distante cerca de 80 quilômetros da capital Belém. As atividades, que contaram com a parceria da Secretaria de Educação do município, ocorreram na Escola Estadual São Francisco Xavier, nos períodos matutino e vespertino, para uma turma de cerca de cinquenta professores, pedagogos e gestores ligados à área de educação. Na noite de 04 de novembro, o coordenador estadual de Controle de Doença de Chagas, Luiz Carlos Pereira, fez a palestra "Doença de Chagas na Amazônia", na Câmara Municipal de Abaetetuba, juntamente com Ingrid Pires, também membro da mesma Coordenação. Essa atividade foi uma parceria da Olimpíada com a Secretaria de Saúde do Pará e foi destinada a toda a população.

Com Rita Bacuri, pesquisadora da Fiocruz Amazônia e coordenadora da Regional Norte da Obsma, os educadores puderam entender melhor o funcionamento da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. Além disso, eles puderam aprofundar nas três modalidades da Obsma nas respectivas oficinas: Produção de Texto, com Ana Lúcia Soutto Mayor, pesquisadora da Fiocruz e colaboradora da Obsma; Projeto de Ciências, com Cristina Araripe, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora nacional da Obsma; Produção Audiovisual, com Ariane Mondo, documentarista e Assessora de Comunicação da Obsma. Além disso, o pesquisador da Fiocruz e colaborador da Obsma, Carlos Saldanha, falou sobre doenças negligenciadas. A bolsita da Regional Norte, Aleandra Meireles, apoiou as atividades da equipe olímpica em Abaetetuba. As oficinas pedagógicas da Obsma são realizadas no Brasil com o apoio do CNPq e Capes/Mec.

 

Abaetetuba lidera casos de Doença de Chagas no Brasil

De 2000 a 2015 o Brasil teve 2.075 casos de Doença de Chagas, dos quais 1.674 foram no Pará. E Abaetetuba está no primeiro lugar da lista brasileira de casos da enfermidade. Em 2012, foram 64 casos; em 2013 houve uma queda e 18 casos foram registrados; em 2014 o número voltou a aumentar e 27 notificações foram feitas; em 2015 registraram-se 09 casos até agora. Segundo Luiz Carlos Pereira (na foto acima), Coordenador Estadual de Controle de Doença de Chagas, um dos fatores para o alto número de casos é a ingestão de açaí contaminado com o protozoário Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas. O vetor mais comum é o barbeiro, que pode transmitir a enfermidade tanto pela picada, quanto pelas fezes em alimentos. No caso do açaí, há o risco de estar contaminado com fezes de barbeiro infectado e se mal higienizado, o fruto pode transmitir a doença ao ser humano.

Luiz Carlos enfatizou que a população deve se informar e cobrar atitude dos chamados "batedores de açaí", para que façam os procedimentos recomendados de limpeza do fruto antes da venda. Ele disse que o processo de branqueamento dá trabalho, porém não é mais caro, como se costuma pensar. No Pará, o açaí é normalmente consumido acompanhando os alimentos, tanto no almoço, quanto no jantar. A Doença de Chagas não tem cura e pode afetar principalmente coração, fígado e baço. Veja AQUI algumas dúvidas frequentes no portal Fiocruz.

Confira abaixo algumas fotos das oficinas em Abaetetuba (clique nas imagens para ampliá-las).

 

Galeria de Fotos: 
  • nov 13 2015