'Aedes: que mosquito é esse?' é tema de exposição na Casa da Ciência, no Rio

Fonte: Casa de Oswaldo Cruz. Imagem: Facebook/Casa da Ciência da UFRJ

O Museu da Vida da Fiocruz, em parceria com a Sanofi, inaugura para o público, em 14 de junho de 2017, a exposição interativa Aedes: que mosquito é esse?, sobre o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Com concepção, organização e montagem do Museu da Vida e correalização da Casa da Ciência da UFRJ, a exposição tem classificação livre e entrada gratuita. Dividida em seis módulos, passeia pelo complexo universo do inseto e usa tecnologia de última geração e material multimídia. A iniciativa é apoiada pela Rede Dengue, Zika e Chikungunya da Fiocruz – que coordena diversas ações integradas para o controle do Aedes na instituição.

Diversas atividades interativas estão à disposição do público, entre elas o “Quintal Interativo”, em que é possível observar, com lupas, o ciclo de vida do Aedes aegypti e as fases ovo, larva, pupa e alada (adulto). A ideia é convidar o visitante a encontrar potenciais criadouros do vetor, como pneus, caixas d’água destampadas e garrafas armazenadas de maneira incorreta. Um jogo no estilo point-and-click promete mexer com o público e se tornar uma das grandes sensações.

O jogo “Detetive da Dengue” apresenta cenários com possíveis criadouros- o participante deve identificá-los e tocá-los para eliminar a ameaça. Quem encontrar e bloquear mais focos, ganha a partida e acumula pontos na passagem à próxima fase, com nova missão.

A caça ao mosquito será intensa! Brincando, o visitante pode usar um aplicativo no celular para achar criadouros do inseto em locais distribuídos ao longo da exposição. Além disso, um fóssil de mosquito em âmbar com cerca de 30 milhões de anos desperta a curiosidade.

 
Exposição é dividida em seis módulos

A mostra é dividida em seis módulos, explorando diversos temas: “Mosquitos e vírus: combinação perigosa”; “Os vírus – por dentro dos vírus e Um Mosquito Doméstico – o zumzumzum da questão"; “Dengue”; “Zika”; “Chikungunya”; “Pesquisa em busca de soluções e Controle – esforço conjunto”.

Uma impressionante escultura de mosquito fêmea, com mais de dois metros – criação do artista plástico Ricardo Fernandes –, recepciona o visitante e usa alta tecnologia para instigar o público: sensores de proximidade distribuídos em partes específicas do modelo 3D do Aedes aegypti projetam as informações em uma tela gigante, com textos, imagens e animações.

Vídeos e dispositivos interativos abordam a biologia, a origem, a distribuição e a evolução dos vetores Aedes no mundo. Os vírus e os sorotipos existentes até o momento compõem o segundo módulo da exposição. Respondendo questões como: o que é e o que faz o vírus da dengue? Os tipos de vírus da dengue (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4); o vírus da febre de chikungunya (CHIKV) e o vírus zika (ZIKV); origem e evolução dos vírus também são abordados.

O terceiro módulo explora o tema da dengue, sintomas e suas principais consequências para o corpo humano.

No quarto e quinto módulos, zika e chikungunya dominam o espaço. São abordadas questões como a relação do vírus zika com a microcefalia e o histórico da chikungunya no Brasil.

O sexto e último módulo aborda as principais pesquisas em andamento, em nosso país e no mundo, e as medidas de controle dos vetores que transmitem essas arboviroses. Entre outras questões, são tratadas: a evolução da resistência a inseticidas; a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas, além do uso da bactéria Wolbachia (presente em várias espécies de insetos), uma novidade da Fiocruz para impedir a multiplicação dos vírus no Aedes aegypti.

Complementando o último módulo, o controle do mosquito é abordado, para mostrar a importância da participação da sociedade,de maneira correta. Materiais do Ministério da Saúde e de parceiros na luta contra o mosquito podem ser acessados.

Dois documentários fazem parte da exposição: O Mundo Macro e Micro do Mosquito Aedes aegypti – para combatê-lo é preciso conhecê-lo e Aedes aegypti e Aedes albopictus: uma ameaça nos trópicos, dirigidos por Genilton José Vieira, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

A programação da exposição na Casa da Ciência também oferece atividades complementares, como oficinas de máscaras, gravuras em isopor, animações em GIF e atividades surpresa, talk show, sessões de cineclube para grupos escolares e oficinas para professores.

 

Serviço

Exposição Aedes: que mosquito é esse?
14 de junho a 27 de agosto de 2017
Terça a sexta – das 9 às 20h / sábados, domingos e feriados – das 10 às 20h / fechada às segundas-feiras
Entrada gratuita 
Classificação Etária: sem restrição 
Local: Casa da Ciência da UFRJ - Rua Lauro Müller, 3 – Botafogo, RJ

Inauguração para convidados e imprensa: 13 de junho de 2017 – 10h

Oficinas e Atividade surpresa - senhas no local 30 minutos antes
Oficinas para professores e talk show - inscrições no site

Agendamento de escolas e grupos - (21) 3938-5444 / www.casadaciencia.ufrj / escolas@casadaciencia.ufrj.br
Vagas Limitadas
 

Atividades Complementares, por Casa da Ciência da UFRJ

Atividade surpresa
Sábados - 16h (infanto-juvenil)

Oficinas
- Máscara - Museu da Vida/Fiocruz
18 e 25/06 - 16h (03 a 06 anos)
- Gravura em isopor
02, 09 e 30/07 e 06 e 27/08 - 16h (10 a 14 anos)
- Imagens animadas em GIF
16 e 23/07 e 13 e 20/08 - 16h (11 a 15 anos)

Cineclube
05/07 e 23/08 - 10:30 e 15h (grupos escolares)

Talk Show Ver Ciência – Aedes: combater ou controlar?
Sessões de vídeos, debates com especialistas e mediação de Sergio Brandão e José Renato Monteiro
- Os mundos do mosquito - 26/07 - 19h
- Aedes, perigo no ar - 23/08 - 19h

Oficinas para professores
- Eu, tu, ele, nós e o Zika - IESC/UFRJ
07/07 – das 18 às 21h (EJA)
12/07 – das 9 às 12h e 13 às 16h (Ensino Fundamental/2ª CRE - SME/RJ)
- Mexa-se: seja mais um contra o Aedes aegypti - Instituto de Biofísica/UFRJ
05/08 - 10 às 13h (Educação Básica)

 

  • jun 12 2017